quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Contando com o relógio





 Sempre penso minhas aulas buscando alcançar todos os alunos, planejo atividades bem diferentes e uso de tudo um pouco.

 É bem verdade que essa tarefa é difícil, nossos alunos têm estilos de aprendizagem diversos e, claramente, dificuldades cognitivas, afetivas, neurológicas e tudo mais que encontramos em nossas salas. Assim se torna quase impossível alcançar a todos, mas é certo que se não houver tentativas, não haverá nem a expectativa de uma real aprendizagem.

 Nas últimas semanas fui surpreendida! Dei início a sistematização do conteúdo "horas", digo sistematização porque isso é diariamente discutido na sala, visto que temos um relógio e horários bem delimitados a cumprir.

 Resolvi começar com a contagem de 5 em 5, fundamental para "ver as horas". Escolhi esse livro: 

Algumas atividades que desenvolvi, estão no blog:
 http://numconstanteaprendizado.blogspot.com.br/2015/10/ditado-sim.html

          
                              Trabalhei com ele uma semana e suguei tudo que pude...

Mural feito com os alunos durante a leitura do livro.
              
 Na outra semana entrei no conteúdo em si com o livro "Contando com o relógio". Ele trata da compreensão das horas em forma de poema. 



 Duas tarefas ajudaram muito. A primeira foi colocar um lembrete dos minutos no relógio. No começo fiquei preocupada deles só conseguirem ver as horas com esse apoio, mas depois das aulas percebi que a maioria já lê as horas em outros relógios sem problemas. Para os alunos com dificuldade tornou-se um suporte.



 A segunda foi o relógio humano. Difícil é controlar os ânimos porque todos querem fazer e dizer que horas são, é claro, ao mesmo tempo!!!



           
 Mas com um pouquinho de muita paciência tudo se ajeita!

 Para concluir essa sistematização utilizei outro livro:






 Nessa última semana trabalhei outros conteúdos também, mas pedi uma tarefa nova: um resumo da história na produção de texto.


Matheus era silábico alfabético há alguns meses, escrevia poucas linhas aglutinadas, sempre contando sobre a parte que mais gostou da história. Olha quanta mudança! Disse a ele que esse foi seu melhor texto!!!

Essa gatinha já está usando até comparações!

 Esse são alguns exemplos bem sucedidos, eu diria! São alunos que já compreendem a função dos sinais de pontuação, conseguem expor bem suas ideias e testam as hipóteses ortográficas.



 Bom, me surpreendi porque não esperava que a turma fosse tão bem, mesmo os alunos com mais dificuldade conseguem ler as horas ao seu tempo.


 Tão importante quanto saber os minutos exatos é compreender a função do relógio, sua utilidade na nossa vida, sua importância e quanta falta ele faria se não existisse e isso eles sabem, com certeza!

Tente também, seus alunos  podem te surpreender!


Até mais!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Soma, dezenas e bolinhas de gude




 Na escola procuramos incentivar as brincadeiras antigas entre os alunos, embora muitos deles soltem pipa, pulem corda e batam piques, há outros que não aproveitam tanto esse tipo de diversão.

 No livro didático do 2ºano havia uma reportagem sobre as brincadeiras antigas, já que o dia das crianças tinha acabado de passar, aproveitei o tema.

 Analisado o gênero textual, as palavras e escrito seus próprios textos, fomos brincar: 


 de corda,
                                                      
   cinco marias...      


          E a tão esperada bolinha de gude...

         
                                                                         
  Listamos as brincadeiras que eles conheciam, então expliquei que tinha um jogo diferente. 

 Levei uma tabelinha para que eles pudessem anotar suas pontuações e depois conferir o ganhador.

                                                     

 A cada rodada um aluno atirava a bolinha em direção ao alvo, o objetivo era fazer a maior pontuação. Fiz três rodadas e a cada chance, deixava a distância menor. 

                                    

  No decorrer do jogo eles iam anotando os pontos feitos, somavam as dezenas inteiras e comparavam com os colegas. A etapa seguinte foi na sala, registrando os resultados e premiando os ganhadores.

                                 
 Ao final, cada um pode jogar bolinha de gude de sua forma preferida: mata-mata, trilho, paredão. Eu aprendi todas, mas confesso que não tenho muita habilidade...

                                                     

 Mas ainda há tempo para aprender, meus alunos são, também, bons ensinantes! 

 

Até a próxima!!!