sábado, 31 de outubro de 2015

Multiplicando com os três porquinhos


 Essa sequência que vou compartilhar hoje, de comparação de versões da mesma história, é a adaptação da ideia de uma colega do Pacto. Sempre achei muito bom trocar experiências, isso enriquece nossa prática.


                                          



 Meu objetivo principal  era iniciar o conceito de multiplicação no 2º ano, por isso escolhi a história dos três porquinhos, mas pude trabalhar muitos outros conteúdos.


 Depois da nossa primeira leitura pedi para que as crianças produzissem um texto seguindo a mesma estrutura da história lida, porém com outros animais em seus devidos ambientes, fixando o conteúdo de Ciências que já havia sido trabalhado. O resultado foi muito bom!

Esse aluno é alfabético, produz seus textos sozinho. Nesse corrigimos a utilização da letra maiúscula,
as questões ortográficas estão em desenvolvimento.


 Nem todos os alunos conseguiram estruturar o texto dessa forma, mas todos inventaram, escreveram e compartilharam suas ideias com a turma.

 Então partimos para a multiplicação, assim sem folhinhas, sem tabuada, sem "pontinhos sobre a matéria". 

 Conversamos sobre cada porquinho fazer uma casa e sobre o total de casas ser 3. Mas.... E se os porquinhos tivessem mais dinheiro e cada um fizesse duas casas? E se eles estivessem com disposição e cada um fizesse 5 casas? Assim 3x1, 3x2, 3x5. Começamos pela multiplicação por três. 

 Depois foi só fazer o registro no quadro e fixar com alguns jogos e exercícios durante as aulas seguintes. Muitos alunos entenderam logo o que era multiplicar, compreendido o conceito, o restante ficou mais fácil.

 Mas ainda não tinha acabado. Na mesma semana li esse livro com eles:

 



Aqui o lobo conta a versão dele dos fatos, dizendo que ele não é mau... Isso é culpa da mídia. Ele só estava resfriado e queria uma xícara de açúcar e quando foi buscar com os porquinhos, espirrou e a casa caiu...


 Mais uma oportunidade para produção de texto: Em quem você acredita? No lobo ou nos porquinhos?  


 Foi a primeira vez que a Manu escreveu sem mediação!



Shay foi uma das poucas crianças que acreditou nos porquinhos.

Esse rapaz escreveu seu texto opinativo muito bem, alfabético, testa as hipóteses ortográficas.

 Mais uma vez foi a hora de compartilhar as ideias entre eles. Para fechar a semana cada um fez seu fantoche.




Criança está na escola para aprender conteúdos! Ouvi isso essa semana e concordo plenamente, mas sabemos que há formas e formas de ensiná-los. 


 Essa é a minha! Espero que gostem e possam aproveitar essa troca! 




Até mais!!!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Palestrando

 Palestra para alunos e professores do curso de formação de professores em Angra dos Reis, na semana de incentivo ao curso normal!

 Tema: A importância da formação, ação e reflexão para o professor.


 
O conhecimento é para ser compartilhado e as experiências divididas, seguindo sempre Num constante aprendizado!

      


domingo, 25 de outubro de 2015

Ditado sim!!!



  Mas nada de cobrança exagerada e nervosismo. A pequena ideia de hoje é da professora que me deu aula na 4ª série, Tia Dayse. Eu amava quando ela fazia esse ditado e por isso sempre faço com as crianças e elas adoram!!!

  Nessa atividade usei as palavras escritas por eles na aula anterior. Na semana estava trabalhando com esse livro:

                                               

 Utilizei como introdução para explicar a contagem dos minutos no relógio, que é feita de 5 em 5, trabalhei com as pinturas e paramos no caranguejo.

  Pedi para os alunos listarem outras palavras que conheciam com "GUE", no menor período de tempo, depois juntos, escrevemos palavras com "GUA" e "GUI" também. Nenhum aluno lembrou de palavras como ambíguo, por isso elas não entraram no cartaz, embora eu tivesse explicado que existiam.


 No dia seguinte, coloquei o cartaz no quadro e dei um tempo para que eles lessem e se preparassem, já havia falado que iríamos fazer ditado escondido!

  Depois de esconder ou cobrir o cartaz, os alunos precisam lembrar as palavras e escrevê-las.

 Vira uma emoção!!!

  Quando o papel é retirado eles mesmos contam quantas  palavras acertaram e corrigem seus erros:

Esse aluno seguiu o modelo do cartaz e lembrou todas as palavras, sem erros!!!

Esse lembrou oito palavras e encontrou seu erro sozinho.

O Cayo inventou palavras para completar as onze do cartaz e
 não conseguiu identificar todos os erros sozinho.


 Quando um aluno não encontra seus erros, eu faço a mediação para facilitar o processo, assim como durante toda a atividade.


 No fim , eles se divertem e aprendem! Vale por em prática essa pequena ideia!!!


 Obrigada por sua visita e até mais!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Os neurônios da leitura



  A dica de leitura de hoje é voltada para aqueles, que como eu, buscam compreender um pouco mais sobre o aprender da criança.

 Estudando para meu artigo recebi a indicação desse livro. Fiquei, é claro, entusiasmada e corri para comprá-lo. 

                                                     

 Na internet o preço varia entre 50,00 e 70,00 reais mais o frete. Não é um livro com uma linguagem muito fácil, pois apresenta uma visão científica do tema.  Tem 374 páginas. 

 Antes de iniciar os estudos com ele é necessário conhecer um pouco sobre o funcionamento básico do cérebro, por isso indico a leitura de "Como o cérebro aprende". Aqui no blog tem a minha visão sobre o livro: http://numconstanteaprendizado.blogspot.com.br/2015/07/dica-de-leitura-como-o-cerebro-aprende.html .

 Poderia falar sobre dezenas de conclusões e definições científicas que o livro aborda, mas vou apontar a principal que será a base do meu artigo para a conclusão da pós: O caminho da leitura no cérebro.

 Em resumo, a leitura se realiza por uma via fonológica, onde a correspondência grafema-fonema é a base da aprendizagem.

 O que me fez pensar, mais uma vez, sobre a dificuldade, ainda encontrada, quanto aos métodos de ensino. Muitos deles buscam inovar, facilitar e até enformar o ensino da leitura, mas não levam em conta como isso ocorre no cérebro de uma criança.


                                                       

 Sabendo que há um caminho universal para o aprendizado da leitura e que nosso cérebro trabalha brilhantemente para  que ocorra a transformação de um símbolo, no caso o grafema, para uma imagem acústica, o fonema; não podemos deixar de lado todas as contribuições da consciência fonológica para o aprendizado da leitura e simplesmente adotar um novo método.

 Lembrando que não estou falando de método fônico, nem de nenhum outro, mas de conhecer como a criança aprende para saber como ensinar!

 No mais, tenho tentado realizar esse caminho, agora com mais clareza e certeza, em minha prática alfabetizadora que não está engessada num método, mas sempre em renovação. 

 Por isso sigo neste constante aprendizado, sabendo que o conhecimento unido à reflexão transforma nossa prática diária e consequentemente os resultados na sala de aula.


                                                 


Que o desejo de transformar não seja apenas uma vontade, mas uma oportunidade para fazer a diferença!!!

 Até a próxima!!!