sexta-feira, 31 de julho de 2015

Dica de leitura: Soluções para 10 desafios do professor




 A dica de leitura para hoje é um livro que ganhei há alguns anos, bem prático, ótimo para quem está iniciando como alfabetizador e muito importante para quem já está na sala de aula há algum tempo.

 Ele apresenta soluções práticas para alguns dos desafios mais comuns na hora de levar uma criança a se apropriar do nosso sistema de escrita alfabética, que aliás, é bem complicado!



                

 Pelo sumário dá pra ver que vale a pena o investimento.  O custo é de 35,00 reais em média, no entanto, não adianta seguí-lo como uma receita, essa não é a proposta. O importante, como sempre falo, é que a leitura traga contribuições à prática diária, sempre por meio de uma reflexão.

 As folhinhas cheias de "S ou SS"/ "X ou CH" ficam de fora, assim como aquelas produções de texto sem contexto, mas você ganha leitores e escritores de verdade e é isso o que importa.


 Hoje, posso dizer que uso todas as propostas, claro que não todas juntas...  E práticas como a revisão individual, a roda da leitura e a ortografia estão bem presentes no meu planejamento e fazem toda a diferença.

 Nossa prática é construída em cima daquilo que acreditamos. Eu acredito que aprender a ler e a escrever pode ser prazeroso e bem mais fácil do que se imagina.

 Também faço meus alunos acreditarem nisso e têm dado certo!

 Acredite em seus alunos e na capacidade que eles têm de fazer bem mais do que cópias cansativas, cobrir pontinhos ou descrever uma sequencia de figuras. 


 E viva sempre Num constante aprendizado, isso faz toda diferença!

 Obrigada por passar por aqui e até mais!!!

sábado, 25 de julho de 2015

Antes das letras e números: o afeto




 Não o afeto como simplesmente beijos e abraços, mas no sentido de afetar o outro, de tocar-lhe de alguma forma. Por isso é importante, antes das aulas em si, gerar um ambiente de confiança, de motivação, de esperanças.

 Gosto dessa atividade e já a realizei com algumas turmas. Nunca foram experiências idênticas, nem poderia esperar isso, mas sempre foram enriquecedoras e marcantes, além de envolver uma forma dinâmica de produção de texto.


 Achei esse livro na biblioteca da escola: O sonho que brotou de Renato Moriconi. A história é linda, conta sobre uma menina que desenhou seu sonho, plantou e depois de um tempo ele brotou.







  
   Depois de ler, o legal é conversar sobre sonhos, levar as crianças a entenderem que se acreditarem em si mesmas, podem realizá-los. Sempre dou me exemplo. Falamos sobre fé, sobre Deus, sobre a importância dos estudos para um futuro melhor e o que mais surgir na fala delas. A escuta sensível se faz necessária nesta proposta.


Assim,  cada um escreve seu sonho. Na primeira vez enterramos, como na história do livro. Na segunda fizemos uma árvore simbólica.




  O sonho fica enterrado, ou selado durante todo o ano letivo. As crianças sempre perguntam quando será aberto. Ótima oportunidade para trabalhar a orientação temporal, mostrar no calendário quanto falta e etc.

 Ao final do ano, em dezembro, os sonhos são abertos. É um momento de compartilhar vivências, as crianças que sentem-se à vontade falam sobre seus sonhos e o que aconteceu para que ele se realizasse ou não.




  Então, escrevemos novos sonhos, que serão abertos só no próximo ano, pois sonhar é viver e acreditar num futuro melhor!!!



  Não somos transmissores, somos professores, transformadores e acima de tudo grandes sonhadores!

 Muito obrigada por sua visita! Até mais!!!


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dica de leitura: Como o cérebro aprende




 Férias! Oba!!!

 Isso mesmo, férias é muito bom! Ideal para repor as energias e encarar mais um semestre.

 Nesse ritmo, Num constante aprendizado traz a seção "Dicas de leitura". 


 Amo alfabetização e tenho estudado sobre os processos realizados no cérebro para que a leitura/escrita aconteça e posso dizer que estou cada vez mais apaixonada!


 Já sabemos que nosso cérebro é uma máquina perfeita, mas não prestamos muita atenção em como a  aquisição da leitura e da escrita acontece dentro desse sistema complexo...

 Hoje, depois de algumas leituras, me pergunto: "Por que não aprendi sobre isso no curso normal?" São conhecimentos tão básicos.

 Pensamos muito sobre a melhor forma de ensinar, há inúmeras literaturas sobre isso, mas refletimos pouco, bem menos do que deveríamos, sobre como a criança aprende.

 Por isso Emília Ferreiro é referência na alfabetização, ela pensou diferente, quando todos se preocupavam com métodos de ensino, ela observou a construção da criança, suas hipóteses, como ela aprendia.

 E com o avanço da Neurociência, os benefícios para educação têm sido cada vez maiores.

 Dessa forma, minha dica de leitura para hoje é:



 Esse livro é um resumo do funcionamento cerebral numa linguagem bem simples e tem um capítulo dedicado somente à aquisição da leitura. Explica  fatores fundamentais sobre a aprendizagem e nos faz repensar as metodologias tradicionais de ensino, afinal memorizar não é puramente repetição, envolve bem mais do que isso!


O custo, em média, é de 50,00 reais, tem 151 páginas e pode ser facilmente encontrado na internet. Sempre compro assim e chega direitinho! O ideal é comprar em sites conhecidos e confiáveis.


 A leitura é ótima, traz muito conhecimento,  mas sozinha ela não vai ressignificar sua prática, você vai precisar refletir sobre suas ações, ver se suas atividades realmente estão levando seus alunos a efetivar a aprendizagem ou se estão apenas os tornando copistas e repetidores...

   Compartilho a dica pois acredito que um professor bem formado formará bem seus alunos, além de ser uma boa forma de seguir num constante aprendizado! 


 Espero que gostem! Até a próxima!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Festa junina: é só festa ou dá para aprender também?


 As férias chegando, as crianças na expectativa (e eu também)... Mas, calma, ainda não acabou! Vem festa por aí!!!

 A motivação já estava colocada, não precisei me preocupar com isso, havia muita emoção envolvida... Os alunos amam festas, dançar, se vestir tipicamente, comer pratos que só nessa época saboreamos...
 Então aproveitei toda essa euforia para ampliar e consolidar os conhecimentos.

 Começamos pela música que iríamos dançar:


  Ela é uma graça, muito animada. Depois que iniciamos a coreografia, trabalhamos com a estrutura do texto.

 Fizemos essa parte coletivamente: localizar título e autor, identificar a diferença desse gênero textual para outros, pintar o espaçamento e etc.

 Nesta aula também aproveitei para fazer uma lista das comidas típicas dessa festa e depois organizá-la em ordem alfabética, assim os alunos já foram pensando no que trazer para o lanche coletivo.

 No outro dia trabalhamos com as palavras do texto, um bom momento para pensar sobre a escrita.

                                          

 Também refletimos sobre o significado delas. É sempre um momento riquíssimo trabalhar com o conceito das palavras, às vezes achamos que os alunos conhecem o que cada uma  representa, mas não é bem assim...

 A turma descobriu que peão e pião são coisas opostas e  que moçada não era um monte de meninas... 

 Também fizeram comparações, o que é ótimo: "perna bamba, seria como corda bamba", e "adrenalina igual a energia". Assim a música foi ganhando um sentido mais claro. Nesse dia combinamos a vestimenta: todo mundo de botina!!!

 Chegou a vez das brincadeiras. Listamos no quadro as mais conhecidas, depois fiz com eles uma votação, cada um escolheu a sua brincadeira preferida. Anotamos os dados na tabela:



 Então pedi para registrarem o resultado num gráfico. Pensa daqui, pensa dali... "O que é um gráfico mesmo?" Após relembrar, mãos à obra!




 Entre um ensaio e outro fomos confeccionando os brinquedos para a festa, cada um ajudando um pouco. Também fizemos bandeirinhas e um mural. Eles amam fazer parte da organização, afinal a festa é deles!


                           


 Interpretado o gráfico, ampliado o vocabulário, confeccionado os jogos, estimulado a cooperação e revisado os conteúdos para as avaliações, chegou o dia tão esperado.

Claro que foi só folia!

 



 E assim, em clima de preparação para a festa, o conhecimento foi sendo construído!

 Todo dia é dia de aprender, todo momento pode ser aproveitado e uma festa, com certeza, é uma boa oportunidade para que isso aconteça!

                         
Obrigada por sua visita e até a próxima!!!

sábado, 4 de julho de 2015

Cineminha na aula: Vamos consolidar os conhecimentos!!!



 Logo após o trabalho com a história do leão http://numconstanteaprendizado.blogspot.com.br/2015/06/alunos-com-distorcao-serie-idade-e.html, começamos a falar sobre paisagem natural e modificada, sobre bairro e o que há nele.

 Dois textos deram início a esses assuntos: "O menino que aprendeu a ver" de Ruth Rocha e "Maluca é a rua" de Tatiana Belinky", ambos contidos no livro didático dos alunos. Utilizei um em cada semana e intercalei as atividades do livro com produções de texto, ortografia, o conteúdo sobre o bairro e outros, sempre buscando a relação com a realidade deles.

Aluno silábico-alfabético: " Morro do Peres, lá é muito legal, tem casa, tem mercado, tem pracinha e na pracinha tem brinquedo muito legal.

 No trabalho em grupo os alunos representaram alguns bairros da cidade:




Depois disso, a leitura da semana foi: 


Com esse livro, além de retomar o debate sobre a preservação ambiental e probleminhas matemáticos, trabalhei as palavras com "FL", de diferentes maneiras.

 Na produção, pedi para os alunos recontarem a história:


Aluna iniciando a construção de hipóteses no nível silábico-alfabético.

Na mesma semana teve cineminha e o filme, como as crianças já sabem, precisa ter relação com as aulas.

 E esse, apesar de não ser tão atual, é fantástico, riquíssimo em detalhes.



 Depois do debate sobre a ideia central do filme, propus uma produção sobre a parte que mais chamou a atenção deles:

Aluna alfabética


 Após as produções e a compreensão sobre o assunto do livro e do filme, levei os alunos a refletirem sobre o que os dois tinham em comum e registrarem isso em duplas. Antes, conversamos bastante sobre essa relação, explorar a oralidade é fundamental. 


                  
                     Aluno alfabético testando hipóteses sobre a pontuação.
                                               

 Finalizando a semana, trabalhamos com o Projeto "Ciência e Tecnologia com Criatividade" da "Abramundo".

                                                   

 A aula do dia envolvia as açucenas que tínhamos plantado. Foi uma ótima atividade para retomar os conceitos e também colocar em prática os aprendizados.

 A palavra "flor", eles já sabiam escrever e ninguém precisou copiá-la umas cem vezes. Ela estava o tempo todo lá, em cada conversa, na anotação da fala deles, nos textos... Fazer o registro no "Diário de Ciências" foi fácil!

                                             
  
 O assunto ainda não acabou, o "Jornal da Natureza" está em construção, mas isso é tema para outro post...

 A aprendizagem tem relação direta com a memória, mas isso não nos permite pensar que copiando repetidas vezes e recitando sílabas o aluno vai escrever ou ler melhor.

 Isso ocorre num processo bem diferente, de construção e reconstrução de hipóteses.

 Não há erro, há uma criança em processo de aquisição da língua escrita.

 E se amanhã um aluno me perguntar como se escreve "flor" ou qualquer outra palavra, ele não vai ter a resposta imediata, ele vai pensar. E nesse pensamento vai retomar memórias e nessa retomada vai confirmá-las ou modificá-las e nesse processo ele vai aprender!!!

 E eu vou junto com ele, sempre neste constante aprendizado!

Até mais!!!